Quando pensamos em um empreendimento, é comum olhar para localização, tamanho, arquitetura e infraestrutura. Mas existe um recurso que muitas vezes não aparece nos projetos e que pode fazer toda a diferença na vida das pessoas: o tempo. Quanto tempo levamos até o trabalho, a escola, o comércio e o lazer? Quanto sobra para estar com a família, encontrar amigos, caminhar ou simplesmente descansar?

É por isso que pensar no tempo também é pensar em qualidade de vida. O conceito de “cidade de 15 minutos”, difundido pelo urbanista Carlos Moreno, propõe aproximar as atividades essenciais do cotidiano para reduzir deslocamentos e devolver tempo às pessoas.
Esse olhar também pode ser aplicado ao planejamento de regiões como o Alto das Torres, em Cascavel, onde pensar na proximidade entre moradia, serviços, comércio, trabalho e lazer é pensar em uma cidade mais prática e conectada às necessidades de quem vive nela.
No fim, falar sobre o futuro das cidades é também perguntar o que fazemos com o tempo que ganhamos. Um bom empreendimento não deveria considerar apenas os edifícios que serão construídos, mas a vida que acontecerá entre eles. Porque ganhar minutos no deslocamento pode significar ganhar horas para viver — e isso também é construir qualidade de vida.
Foto: Softseclavanderia
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