Ter um parque por perto muda a relação das pessoas com a cidade. Além de oferecer espaço para lazer, esporte e convivência, áreas verdes podem contribuir para o bem-estar e estimular uma rotina com mais caminhadas e menos deslocamentos de carro. Mas, para que esses espaços sejam de fato incorporados ao cotidiano, o entorno também importa.

Cascavel já tem bons exemplos dessa relação com a natureza. O Parque Ambiental Hilário Zardo, conhecido como Parque Vitória, e o Parque Tarquínio fazem parte da rotina dos moradores e funcionam como espaços de lazer, encontro e convivência. A região do Lago Municipal também é um dos principais cartões-postais da cidade e, junto ao Zoológico Municipal, forma a maior reserva ecológica urbana do Sul do Brasil. São áreas que já funcionam e são frequentadas pela população, mas que podem ganhar ainda mais importância à medida que a cidade cresce e novos bairros se aproximam delas.
É essa a discussão levantada pelo movimento Somos Cidade no texto “Parques precisam de vizinhos”. A proposta é que parques não sejam tratados como estruturas isoladas, mas integrados a bairros com moradias, comércio, serviços e diferentes atividades. Quando mais pessoas vivem a uma distância que permite chegar caminhando, o espaço verde tende a ganhar mais uso e a própria região se torna mais movimentada. A presença de moradores, comércio e serviços também pode contribuir para ruas mais ativas e fortalecer a economia.
Em Cascavel, essa discussão ganha relevância à medida que novos eixos de desenvolvimento redesenham a paisagem urbana. A região da Avenida das Torres participa desse processo ao conectar mobilidade, novos empreendimentos e áreas de convivência. A questão, portanto, não é apenas onde a cidade vai crescer, mas como esse crescimento pode valorizar os espaços verdes que Cascavel já tem e aproximar novos moradores da natureza, criando bairros mais conectados, caminháveis e vivos.

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