Quanto tempo da vida perdemos dentro de um carro? Com congestionamentos, deslocamentos cada vez maiores e uma frota que cresce continuamente, pensar em mobilidade também é pensar em qualidade de vida. O Brasil já soma cerca de 124 milhões de veículos, segundo dados do Observatório Nacional de Transporte e Logística.

O problema não está apenas no número de veículos, mas nas distâncias que as pessoas precisam percorrer diariamente para trabalhar, estudar, fazer compras, acessar serviços ou encontrar espaços de lazer. São horas que poderiam ser destinadas à família, ao descanso, à atividade física e à convivência, além do impacto no consumo de combustível e na emissão de poluentes.
É nesse cenário que o planejamento urbano faz diferença. Regiões de uso misto, que aproximam moradia, comércio, serviços, trabalho, lazer e áreas de convivência, reduzem a necessidade de grandes deslocamentos e favorecem uma cidade mais caminhável. Empreendimentos de uso misto contribuem para diminuir o tempo de deslocamento e o uso de veículos, além de estimular a circulação de pedestres e o comércio local.
Para quem vive em cidades em crescimento, como Cascavel, essa discussão ganha ainda mais importância. Planejar novos bairros e regiões como o Alto das Torres significa pensar em ruas conectadas, calçadas, ciclovias, transporte e proximidade entre diferentes atividades. Quando parte da rotina pode ser resolvida a pé ou de bicicleta, o morador ganha algo que não se recupera: tempo para viver.
Foto: Archademy

Deixe um comentário