Cidades para pessoas: o que podemos aprender com Jan Gehl?

Quando pensamos em uma cidade boa para viver, é comum lembrar de ruas bonitas, áreas verdes, comércio por perto e lugares agradáveis para caminhar. É essa relação mais próxima entre pessoas e cidade que o arquiteto e urbanista dinamarquês Jan Gehl defende. A ideia é criar espaços pensados não apenas para os carros, mas para quem caminha, pedala, trabalha, mora e convive neles.

Mas será que podemos simplesmente copiar modelos de cidades como Copenhagen? Nem sempre. Muitas cidades brasileiras cresceram de forma espalhada, com grandes distâncias entre moradias, empregos, escolas e serviços. Por isso, para muita gente, o carro e o transporte público ainda são fundamentais. A questão é encontrar soluções que façam sentido para a nossa realidade.

Isso não significa abrir mão de cidades mais humanas. Calçadas confortáveis, ciclovias seguras, comércio próximo das moradias, fachadas voltadas para a rua e espaços de convivência podem melhorar bastante a vida de quem está por perto, mesmo quando os deslocamentos mais longos continuam sendo necessários.

Para quem acompanha o crescimento da região Alto das Torres, essa discussão é uma oportunidade. Uma área que está se desenvolvendo pode pensar desde cedo em como as pessoas vão viver e circular por aqui. Não precisamos transformar o Alto das Torres em Copenhagen, mas podemos aprender com boas experiências e adaptar essas ideias à nossa realidade. No fim, a principal lição de Gehl talvez seja simples: antes de pensar em como os carros vão circular, precisamos pensar em como as pessoas vão viver.

Texto inspirado no artigo “Cidades para pessoas no Brasil?”, de Guilherme Formicki, publicado no Caos Planejado. Leia a matéria completa.

Foto: https://www.archdaily.com/pt/791592/as-6-metas-de-mobilidade-urbana-de-co


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *