Um leitor do Região Alto das Torres fez uma pergunta que vale a reflexão: Cascavel pode criar uma região tão valorizada quanto a Gleba Palhano, em Londrina? A região se tornou uma das áreas mais nobres da cidade a partir de um processo de desenvolvimento que reuniu verticalização de alto padrão, vias planejadas, proximidade com o Lago Igapó e uma ampla oferta de comércio e serviços. Hoje, a Gleba Palhano reúne mais de 20 mil moradores, em mais de 40 torres residenciais e 15 condomínios horizontais.

O exemplo de Londrina mostra que regiões valorizadas não surgem prontas. Elas são construídas ao longo do tempo, com planejamento urbano, investimentos em infraestrutura, novos empreendimentos e a chegada de comércio e serviços. Quando esses elementos se combinam, a região passa a atrair moradores e empresas, criando um ciclo de desenvolvimento e valorização.
Cascavel também vive um momento de expansão e transformação urbana, com novos empreendimentos e investimentos que podem criar novas centralidades na cidade. A região do Alto das Torres, por exemplo, tem características que podem favorecer esse processo, especialmente quando o crescimento é acompanhado por planejamento, mobilidade, áreas verdes, espaços de convivência, comércio e serviços.
Por isso, a pergunta do leitor ganha ainda mais relevância: Cascavel pode ter sua própria Gleba Palhano? Talvez não com o mesmo modelo, mas pode, sim, construir uma região com identidade própria, capaz de se tornar um novo endereço de desejo, investimento e valorização na cidade.
Foto: Roberto Custódio/Folha de Londrina

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